China impede viagem de representantes de estudantes de Hong Kong a Pequim

Minutos antes ao embarque, funcionários da companhia aérea disseram que autoridades chinesas invalidaram as passagens

Por hugo.pernet

Hong Kong - O governo da China negou as permissões legais para que três representantes dos estudantes que participam dos protestos pró-democracia em Hong Kong viajassem neste sábado a Pequim para tentarem se reunir com integrantes do governo e apresentarem suas reivindicações.

De acordo com o integrante do grupo estudantil Lester Shum, o secretário-geral da Federação de Estudiantes de Hong Kong, Alex Chow, e os membros Eason Chung e Nathan Law foram informados de que seus pedidos de permissão tinham sido negados minutos antes de embarcarem no aeroporto de Hong Kong, às 17h (7h de Brasília). Funcionários da companhia aérea Cathay Pacific, na qual os estudantes haviam reservado lugares, disseram que foram notificados, por parte das autoridades chinesas, que as permissões de retorno dos líderes estudantis para Hong Kong não eram válidas.

Minutos antes de tentarem embarcar, Chow declarou que o movimento democrático seguirá adiante. "Nada derrotará as pessoas de Hong Kong", disse diante de dezenas de pessoas que se foram ao aeroporto para mostrar seu apoio aos três estudantes quando se completam, nesta sábado, 49 dias desde que começaram os protestos democráticas na ex-colônia britânica. Os três jovens queriam se reunir com líderes chineses, entre eles o primeiro-ministro, Li Keqiang, para pedir a eles mudanças sobre a reforma eleitoral apresentada pela China para as eleições ao governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong em 2017.

Pequim limitou há dois meses o número de candidatos ao pleito e impôs eleições por meio de um comitê controlado pelo governo central, o que serviu de detonador dos protestos na ilha, que ainda continuam intensos. Em entrevista coletiva na quarta-feira junto com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o governante chinês, Xi Jinping, tachou o movimento Occupy Central, que promove os protestos, de "ilegal", em sua primeira declaração pública a respeito do assunto.

Com informações da Agência Efe

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