Exame detecta intoxicação por metais pesados nas células

Problema pode ter influência no surgimento de tipos de câncer, mal de Alzheimer e doenças respiratórias

Por bferreira

Rio - Desodorante, cigarro, tintura para cabelo e lata de refrigerante. Aparentemente sem ligação, os quatro produtos integram a lista de possíveis causadores de intoxicação por metais pesados, mal que acomete cada vez mais pessoas em todo o mundo e pode ter influência direta no surgimento de tipos de câncer, Mal de Alzheimer e doenças respiratórias, entre outros problemas de saúde.

Para identificar altas concentrações de metais como alumínio, chumbo e mercúrio no corpo, já está disponível em consultórios do país o oligoscan, exame que consegue apontar riscos de intoxicação em poucos segundos. “O médico encosta o aparelho, que tem 15 centímetros, em quatro pontos da mão do paciente e o computador que é conectado à máquina logo apresenta os dados”, explica a nutricionista ortomolecular Rachel Faria, que utiliza o oligoscan.

Além de rápido, o exame possui resultados mais confiáveis do que as análises sanguíneas, tradicionalmente usadas para medir a presença de metais tóxicos no organismo. “O oligoscan apresenta o que está ocorrendo dentro da célula, enquanto o exame de sangue mostra apenas a quantidade de metal sendo transportando, não contendo dados sobre o estoque do material no corpo, informação crucial para se desenvolver um tratamento”, diz a especialista.

O exame de concentração de metais pesados é uma forma de conseguir evitar graves problemas de saúde, como câncer, Alzheimer e infecções respiratórias, aponta Rachel Faria. “Os órgãos mais atingidos por metais tóxicos são os pulmões, fígado, cérebro e rins. E as consequências variam de acordo com o tempo de exposição e dose do metal”, afirmou ela.

Apesar do número crescente de casos de intoxicação no país, a nutricionista afirma que boa parte da população ainda desconhece os estragos que metais e minerais tóxicos podem fazer ao corpo. Ela também aponta que trabalhadores que lidam com tintas e plásticos, fontes de metais tóxicos, bebês e pessoas desnutridas fazem parte do grupo de risco do problema. “Crianças retêm até 40% mais substâncias no organismo que adultos, enquanto quem se encontra em pior estado nutricional tem dificuldade de eliminar toxinas”, explica.

Saiba onde estão as substâncias mais comuns.

ALUMÍNIO
Contaminação por desodorantes, hidratantes corporais, latas e panelas. Causa alterações nos ossos, falta de energia e anemia.

MERCÚRIO
O problema pode ocorrer através de tinta de tatuagem e cosméticos. Causa dor de cabeça, aumento de salivação e dificuldade de concentração.

CHUMBO
Está presente no cigarro e na tinta de cabelo. Causa redução hormonal, dificuldade de aprendizado, problemas de audição e alterações comportamentais.

CÁDMIO
Contaminação por cigarro e plásticos coloridos. Causa anemia e maior risco de câncer de próstata.

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