Por bferreira
Rio - O Brasil pode confirmar o primeiro caso de Febre do Nilo, doença transmitida pela picada do pernilongo e que pode causar febre, inflamação no cérebro e dificuldade para andar. Um vaqueiro de 52 anos, morador da área rural do Piauí, é a possível vítima. Apesar de a notificação ter sido feita no Nordeste do país, o mal pode chegar ao Rio de Janeiro.
Em julho, o homem, que não teve a identidade revelada, deu entrada no Hospital Maternidade e Casa de Saúde São José, em Picos, com febre, rigidez na nuca, dores no corpo e de cabeça e dificuldade de mexer as pernas.
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Segundo a coordenadora de epidemiologia da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí, Amelia Costa, por ter apresentado inflamação do encéfalo sem origem conhecida, foram feitos testes para detectar três vírus diferentes, entre eles o da Febre do Nilo. O primeiro exame deu positivo para a doença e o resultado do segundo teste deve sair nos próximos dias.
Os hospedeiros naturais são aves, como galinha e pombo. O exame para o vírus deu positivo em aves do mesmo local do paciente, diz Amelia. “A Febre do Nilo é transmitida quando o mosquito infectado pica um humano ou um animal para se alimentar. Mas não há transmissão entre humanos”, explica Amelia, acrescentando que o paciente ainda encontra dificuldades para andar.
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Superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde do Rio, Alexandre Chieppe afirma que, como qualquer doença transmitida por vetores presentes no estado, a Febre do Nilo pode chegar ao Rio. Ele declara, porém, que a secretaria monitora os mosquitos — incluindo o Aedes aegypti, vetor da dengue, e o pernilongo — e que nunca foi encontrado o vírus da Febre do Nilo por aqui, nos mais de 30 mil insetos analisados. “Encontramos apenas uma baixa população de mosquitos com o vírus da dengue, o que é um indício de que o próximo ano será tranquilo”.
Origem do vírus foi em aves africanas
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O vírus, da mesma família do da febre amarela e da dengue, foi identificado pela primeira vez em Uganda, África, em 1937. Uma das teorias para a infecção é a de que o mosquito tenha picado algum pássaro silvestre, vindo de regiões endêmicas da África ou Ásia Ocidental.
O caso brasileiro suspeito aconteceu na cidade de Aroeiras do Itaim, a 332 km de Teresina. Em 75% dos casos de contaminação, a pessoa não tem sintoma. Em 24%, os sintomas são semelhantes aos da dengue e apenas 1% dos pacientes apresenta a forma grave, com comprometimento neurológico e dificuldade de movimentos.
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