Por tabata.uchoa
Rio - Fazer o bem sem olhar a quem. A frase que prega solidariedade e amor ao próximo se encaixa com perfeição ao espírito natalino e das festas de final de ano. E é possível transformá-la em realidade, ajudando aqueles que mais necessitam de carinho e atenção nas unidades de saúde pública do Estado do Rio, através dos programas de voluntariado da Secretaria de Estado de Saúde.
Diego%2C 29 anos%2C se veste de palhaço para alegrar o dia dos pequenos internados no Hospital da Criança%2C como Natan%2C e seus familiaresDivulgação

Atualmente, o órgão conta com parcerias com as associações Pêlo Próximo, que utiliza terapia com animais nos hospitais Anchieta, no Caju, e Eduardo Rabello, em Senador Vasconcelos, e Viva e Deixe Viver, que leva uma equipe de contadores de histórias para os pacientes do Hospital Estadual da Criança, na Vila Valqueire.

Os interessados em ajudar devem acessar os sites www.vivaedeixeviver.org.br e www.peloproximo.com.br.

Não faltam belas histórias de voluntários nos hospitais do Rio. Há um ano que o diretor de arte Diego Cardoso, de 29 anos, se transforma no palhaço Paçoquito para alegrar o dia dos pequenos internados no Hospital da Criança.

Voluntário da Trupe do Miolo Mole, o rapaz acabou construindo uma amizade que superou as paredes da clínica com Natan, primeiro paciente a passar por transplante de fígado na unidade. “Fiquei encantado com a família dele e o Bira (Ubiratan, pai da criança) fica hospedado na minha casa quando vem de São Paulo visitar o Natan”, conta o jovem.
Publicidade
Além dos convênios da secretaria, outros projetos surgiram através da iniciativa de voluntários. É o caso do Natal Solidário do Hemorio, ideia dos amigos Thiago Viola e Eli Santos criada há nove anos para arrecadar brinquedos e kits de higiene para os pacientes do hospital, localizado no Centro.
A distribuição deste ano ocorreu ontem. “O que fazemos aqui é uma ação de mão dupla. Não existe nada melhor do que ver uma pessoa feliz”, assegura Thiago.
Publicidade
Já em Paraíba do Sul, voluntárias visitam diariamente pacientes do Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu. A dona de casa Dercillas Monteiro é uma delas. “Uma vez, descobrimos que o acompanhante de um paciente não tinha onde ficar. Ofereci minha casa e ele ficou por dois dias. Foi ótimo”, recorda ela, participante do projeto da Pastoral da Saúde há quatro anos.
Publicidade