Por felipe.martins, felipe.martins
Vaticano - O Papa Francisco nomeou neste domingo, no Vaticano, 20 novos cardeais em todo o mundo para o grupo de elite no topo da hierarquia católica romana, incluindo 15 que podem entrar no conclave para escolher seu sucessor, após sua morte ou resignação.

Essa é a segunda vez que o Pontífice, de 78 anos, coloca sua marca na direção que quer que os cerca de 1,2 bilhão de membros da Igreja sigam, tendo nomeado 19 cardeais há um ano. Os novos “príncipes” da Igreja serão empossados em uma cerimônia conhecida como consistório no Vaticano, no dia 14 de fevereiro. Os 15 novos cardeais eleitores — aqueles com menos de 80 anos — vêm da Itália, França, Portugal, Etiópia, Nova Zelândia, Vietnã, México, Miamar, Tailândia, Uruguai, Espanha, Panamá, Cabo Verde e Tonga. Nove deles são de países em desenvolvimento.

Nove dos novos cardeais nomeados ontem pelo Pontífice Francisco são de países em desenvolvimento, como Miamar, Tonga e Cabo VerdeEfe

Segundo o papa, eles são procedentes de 14 nações de todos os continentes e que “representam o vínculo entre a Igreja Católica Apostólica Romana e as Igrejas particulares presentes no mundo. Foi a primeira vez que cardeais de Miamar, Tonga e Cabo Verde foram escolhidos, lembrou um porta-voz do Vaticano, refletindo o desejo de Francisco de que o Colégio dos Cardeais represente a natureza universal da Igreja. O porta-voz Padre Federico Lombardi afirmou que o papa “não se sente acorrentado à tradição” de que as maiores cidades no mundo tenham automaticamente cardeais para liderá-las.

Os cinco novos cardeais que têm mais de 80 anos não poderão entrar no conclave. Eles receberam um título como agradecimento por seus longos anos de serviço à Igreja.O Pontífice desobedeceu uma regra da Igreja que limita em 120 o número de cardeais eleitores, elegendo um total de 125 com menos de 80 anos. Com as nomeações realizadas ontem, ele apontou 31 deles, ou seja, um quarto do total.
Publicidade
Apenas dois são italianos
Na lista total de cardeais, 119 são europeus, mas os originários das Américas somam 61 nomes, entre eles novos eleitores do México, Panamá e Uruguai. E, em plena crise pela chegada de imigrantes ao sul da Itália, o papa decidiu tornar cardeal o italiano Francesco Montenegro, responsável pela igreja na Ilha de Lampedusa, local visitado em 2013 por Francisco.
Publicidade
Dos novos cardeais, apenas dois são italianos e existem representantes de locais menos tradicionais da Igreja Católica, como Etiópia, Vietnã, Nova Zelândia, Mianmar, Tonga e Cabo Verde, entre outros.
O único membro da Cúria romana (administração central do Vaticano) que será nomeado cardeal pelo papa é o arcebispo marroquino Dominique Mamberti, prefeito regional do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica.