Por felipe.martins, felipe.martins
Nova York - Milhares de policiais de diversas partes dos Estados Unidos protestaram no domingo durante o enterro de um oficial em Nova York. Eles deram as costas para o prefeito Bill de Blasio enquanto ele lia um discurso sobre o morto. Wenjian Liu, 32 anos, foi assassinado junto do colega Rafael Ramos, 40, no último dia 20 em sua patrulha, no Brooklyn.
Policiais compareceram em peso ao enterro do colega que foi assassinado em serviço%2C no último dia 20Reuters

O mesmo já havia acontecido no enterro de Ramos, no dia 27 de dezembro, no Queens — o funeral de Liu foi adiado para que parentes da China pudessem conseguir o visto americano e voar até Nova York. Líderes sindicais da polícia acusam o prefeito de criar um clima “antipolícia”: dias antes da morte da dupla de oficiais, Di Blasio questionou a decisão de um júri de não indiciar um policial envolvido no caso de Eric Garner, que morreu sufocado por uma chave-de-braço de um oficial que tentava controlá-lo — a polícia afirma que ele resistia à prisão. O caso ocorreu em julho em Ferguson, no Missouri.

O assassinato dos policiais deixou ainda mais tenso o debate sobre o comportamento da corporação no país. Desde a morte de Ramos e Liu, a polícia de Nova York investigou pelo menos 70 ameaças contra oficiais e mais de 12 pessoas foram presas.O homem que atirou neles, Ismaaiyl Brinsley, 28, havia feito posts na internet em referência ao assassinato de homens negros desarmados por policiais brancos, afirmando que iria pôr “asas em porcos”. De acordo com a polícia, ele era mentalmente perturbado se matou em uma estação de metrô depois do crime contra os policiais.
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