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Verão aumenta risco de gota

Consumo de álcool e de comida gordurosa gera doença que ataca articulações de pé e joelho

Por thiago.antunes

Rio - Para muitos, verão e férias combinam com churrasco e cerveja. O hábito nada saudável pode provocar — entre muitos outros males — a gota, doença que ataca as articulações e provoca fortes dores. Os homens são as principais vítimas.

Alimentação com excesso de álcool, carne vermelha e miúdos aumenta a taxa de ácido úrico no sangue, explica Isabel Teixeira, reumatologista do Complexo Hospitalar de Niterói. Cristais dessa substância ficam acumulados em articulações, o que provoca a gota. Pés, tornozelos e joelhos são as áreas mais afetadas (por causa da gravidade), e os principais sintomas são fortes dores, inchaço e vermelhidão.

“No período de férias, as pessoas costumam exagerar em alimentos gordurosos e bebidas. É uma doença que surge de forma repentina, da noite para o dia”, alerta, acrescentando que 10% do total de ácido úrico no corpo vêm da alimentação.

Pés inchados e com vermelhidão são sintomas comuns da doençaiStockphoto

O endocrinologista Tercio Rocha afirma que os homens são os mais afetados, porque costumam tomar mais bebidas alcoólicas e comer mais alimentos gordurosos. “A dor e o inchaço são tão fortes, que a pessoa tem dificuldade até para colocar a meia”.

O excesso de ácido úrico no corpo pode ocorrer tanto pela maior produção da substância quanto pela dificuldade em eliminá-la. Nesse último caso, Tercio alerta que evitar bebida alcoolica é fundamental. “O álcool provoca reações no fígado, que aumentam as chances de os cristais de ácido úrico serem acumulados no corpo”.

Uma das opções para evitar a gota, diz ele, é a mudar a dieta e incluir alimentos saudáveis como como frutas, saladas e legumes. Além dos maus hábitos, a gota pode ser hereditária e ter origem em doenças como diabetes.

Forma grave ataca os rins

Junto à boa alimentação, a outra opção para combater a doença são remédios anti-inflamatórios não hormonais e medicamentos à base de colchicina (extraído de uma planta). Isabel Teixeira afirma que o ideal é evitar outras crises da doença, para evitar a forma crônica. “Em casos mais graves, há o risco até de insuficiência renal. O recomendado é sempre procurar um médico”, aponta.

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