Crianças e até bebês também precisam passar por check-up

Além das consultas normais, baterias de exames são necessárias periodicamente

Por bferreira

Rio - Fazer exames de rotina não é recomendação apenas para adultos com risco de doenças. Para crianças e até bebês o check-up é indicado. Além de monitorar o surgimento de alguma enfermidade, os testes servem para avaliar o desenvolvimento físico e mental dos pequenos.

De acordo com José Gabel, do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria, após a bateria de testes feita logo depois do parto, os próximos exames podem ser aos nove meses, para checar se a criança tem anemia. Se o desenvolvimento do pequeno acontecer sem surpresas, o check-up seguinte deve ser aos dois anos, aponta Sonia Liston, pediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. A lista de exames nesta fase inclui hemograma, taxa de glicemia, além de urina e fezes.

“É importante manter visitas constantes ao pediatra. O profissional consegue detectar uma série de problemas, inclusive de vista e na fala, que muitas vezes os pais não percebem”, alerta.

Os dois especialistas concordam que crianças com grandes variações no peso devem ter atenção especial. No caso dos gordinhos, diz José, é fundamental monitorar as taxas de colesterol e glicose. “A prevenção de doenças futuras, como hipertensão e diabetes começa na infância”. Sonia aponta que crianças com baixo peso também merecem atenção: pode indicar anemia. Nesse caso, os exames devem ocorrer a cada dois meses. “Os exames mostram se o tratamento está surtindo efeito”.

Frequência no pediatra é importante

A frequência das visitas comuns ao pediatra muda de acordo com a idade. Até os seis meses, o bebê precisa ir mensalmente ao médico. Entre seis meses e dois anos, as consultas podem ser bimensais, e, aos três anos, bastam duas vezes ao ano.

Sonia afirma que é importante manter a regularidade e não levar a criança apenas quando surge uma doença. Ela lembra que o ideal é manter o mesmo pediatra. “Se for trocar o profissional, recomendo que o antigo pediatra escreva um relatório com os principais dados da criança para o novo profissional que vai acompanhá-la”, diz.

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