Terremoto no Nepal mata mais de 1 mil e provoca avalanche no Everest

Terremoto derrubou uma histórica torre do século 19 na capital Kathmandu e gerando uma avalanche no monte Everest

Por luis.araujo

Nepal - Um forte terremoto atingiu o Nepal e criou tremores no norte da Índia, provocou uma avalanche no monte Everest e também atingiu a região chinesa do Tibete, Bangladesh e Paquistão. O terremoto de 7,8 graus da escala Richter deixou pelo menos 1.457 mortos nos quatro países. A brasileira Mariana Uchôa, que ensinava capoeira a crianças no Nepal, está entre os desaparecidos. Segundo a ONU, 4,6 milhões de pessoas foram atingidas.

Houve informações de devastação nas áreas montanhosas isoladas após o terremoto de magnitude 7,9, o pior em 81 anos, com seu epicentro a 80 km da segunda maior cidade do Nepal, Pokhara. Um colapso nas comunicações dificultava os esforços de ajuda, levantando temores de desastre humanitário no pobre país do Himalaia com 28 milhões de habitantes.

Galeria: Forte terremoto deixa mais de mil mortos no Nepal

O governo recorreu à ajuda internacional. A Índia foi a primeira a responder ao enviar aeronaves militares com equipamentos médicos e equipes de resgate. Um oficial da polícia disse que o número de mortos no Nepal atingiu 1.170, mais da metade deles no Vale de Kathmandu. Outras 36 mortes foram registradas no norte da Índia, 12 no Tibet chinês e quatro em Bangladesh.

Forte terremoto no Nepal mata centenas e provoca avalanche no EverestFoto%3A EFE

O terremoto foi superficial em termos de profundidade, o que intensificou sua força destrutiva. O turista indiano Devyani Pant estava em uma cafeteria de Kathmandu com amigos quando "de repente as mesas começaram a tremer e os quadros caíram das paredes".

"Eu gritei e corri para fora", disse à Reuters por telefone da capital, onde ao menos 181 pessoas morreram.

"Estamos agora recolhendo os corpos e levando os feridos para a ambulância. Estamos sendo forçados a colocar os corpos um em cima do outro para que caibam."

Uma autoridade turística disse que ao menos 18 pessoas morreram quando uma avalanche desencadeada pelo terremoto atingiu o acompamento-base de montanhistas no Everest, mais alta montanha do mundo. A estimativa é de que cerca de 300 mil turistas estrangeiros estejam no Nepal para a temporada de alpinismo, e autoridades recebiam ligações de amigos e familiares preocupados.

Forte terremoto no Nepal mata centenas e provoca avalanche no EverestFoto%3A EFE

Localizado entre Índia e China, e popular entre turistas aventureiros, o Nepal já registrou uma série de desastres naturais. O pior terremoto de sua história ocorreu em 1934 e matou mais de 8,5 mil pessoas. A histórica torre Dharara colapsou em Kathmandu quando o terremoto ocorreu, logo depois do meio-dia local. Um policial disse que mais de 200 pessoas ficaram presas na estrutura.

Construída em 1832 para a rainha do Nepal, a torre tinha mais de 60 metros de altura e estava aberta a visitantes nos últimos dez anos e tinha um terraço para apreciar a vista. Muitos corpos foram encontrados nas ruínas da construção. Kathmandu abriga diversos templos hindus. Fotografias publicadas na Internet mostravam edifícios reduzidos a poeira, com grandes rachaduras nas rodovias e moradores sentados nas ruas segurando bebês.

Brasileiros envolvidos

De acordo com o Itamaraty, representantes da Embaixada brasileira em Katmandu estão percorrendo hotéis para verificar se todos os brasileiros no país estão bem. O ministério informou que alguns brasileiros entraram em contato com a embaixada ou o plantão consular para informar que não foram prejudicados pelo abalo sísmico.

Em nota, o governo brasileiro lamentou as mortes provocadas pelo terremoto e informou que a Embaixada do Brasil em Katmandu está mobilizada para prestar o apoio necessário aos cidadãos brasileiros que se encontram no país. O comunicado ressalta que "os brasileiros já localizados pela embaixada não sofreram ferimentos e estão recebendo toda a assistência cabível. O governo brasileiro expressa condolências e solidariedade aos familiares das vítimas, ao povo e ao governo do Nepal".

Com informações da Reuters

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