Por thiago.antunes

Cairo (Egito) - O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak e seus dois filhos Alaa e Gamal foram condenados neste sábado a três anos de prisão na repetição do julgamento por apropriação ilegal de fundos públicos destinados as despesas do palácio presidencial.

O juiz Hassan Hasanein também ordenou o pagamento de uma multa conjunta de 125 milhões de libras egípcias (R$ 595.050.000), a mesma quantidade da qual os três eram acusados de ter se apropriado indevidamente.

Mubarak, de 87 anos, está preso desde 2012 e passou a maior parte do tempo sob vigilância no Hospital das Forças Armadas de Maadi, devido ao seu deteriorado estado de saúde. O ex-presidente foi levado à Academia de Polícia do Cairo em um helicóptero hospitalar, como foi habitual em todas as sessões judiciais realizadas contra ele nos últimos quatro anos, informou à Agência Efe uma fonte de segurança.

Sentado, Mubarak escutou a sentença, enquanto cumprimentava seus simpatizantes presentes na sala, que pediam sua absolvição. Enquanto isso, Alaa e Gamal chegaram às dependências policiais em um veículo particular, vestidos como civis em vez do uniforme de preso, já que estavam em liberdade, e escutaram o veredicto por trás das grades.

Ambos foram libertados em 23 de janeiro por ordem do Tribunal Penal do Cairo, após ficarem detidos desde o começo de 2011, quando explodiu a revolta popular que forçou a renúncia de seu pai. O promotor acusou Mubarak, na qualidade de servidor público como presidente do país, e seus dois filhos de apropriação indevida do orçamento geral dos palácios presidenciais, entre os anos 2002 e 2011.

Ao finalizar a leitura da sentença, Alaa e Gamal foram imediatamente detidos e transferidos ao Presídio de Torá, conforme informou uma fonte de segurança à agência estatal de notícias, "Mena". O departamento de prisões informará à Procuradoria Geral sobre a situação para que determine o futuro dos filhos do ex-presidente e para decidir se a prisão preventiva implicará em uma possível redução da pena.

Mubarak, por sua vez, voltou ao hospital militar, no sudeste do Cairo, e será a Promotoria que decidirá sobre sua libertação, caso seja computado o tempo que já esteve preso, ou ordenará seu envio à Prisão de Torá.

A repetição do julgamento ocorre depois que, em janeiro, o Tribunal de Cassação anulou a sentença anterior da Corte Penal, que condenava Mubarak a três anos de prisão e seus filhos a quatro anos cada um, ao considerar que na audiência não foram respeitados os procedimentos legais oportunos.

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