Angelina Jolie pede que Reino Unido fique contra violência sexual na guerra

Atriz foi à audiência da comissão da Câmara dos Lordes com o ex-ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague

Por gabriela.mattos

Reino Unido - A atriz norte-americana Angelina Jolie compareceu nesta terça-feira a uma comissão do parlamento britânico, que busca soluções para a violência sexual em áreas de conflito, para pedir que os governos tomem "ações reais" para acabar com o problema.

"Como artista, posso expressar certas coisas e chegar a pessoas de todo o mundo, mas são os governos e os líderes os únicos que podem fazer a diferença com ações reais, com políticas que vão de cima para baixo. Essa é a única coisa que pode finalmente acabar com a violência sexual", afirmou a atriz, de 40 anos.

Angelina Jolie quer que Reino Unido aja contra violência sexual em áreas de guerraReprodução

Jolie, enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), compareceu a uma audiência comissão da Câmara dos Lordes junto com o ex-ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, que expressou seu desejo de que "muitos outros parlamentos abram uma comissão" como essa.

Hague argumentou que a luta contra a violência sexual é "fundamental para que qualquer política de Relações Exteriores funcione". "Não é algo que fazemos quando não estamos ocupados demais com outros temas. Prevenir essa violência é algo crucial", afirmou Hague, que ressaltou que os homens devem se envolver mais na solução deste problema.

"Me perguntam frequentemente por que um homem se preocupa com isto. São crimes cometidos quase exclusivamente por homens, que muitas vezes ficam impunes. Isto deve envergonhar os homens e os líderes mundiais devem liderar uma solução", argumentou o político conservador. 

Jolie manifestou "gratidão" com o Reino Unido e seu governo por ter "liderado" a resposta a violência sexual. Hague e Jolie empreenderam nos últimos anos diversas viagens a zonas de conflito para avaliar a situação no terreno desde que em 2012 lançaram uma campanha contra a violência sexual em países como a República Democrática do Congo e a Bósnia. 

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