Por felipe.martins

Rio - Um dia depois da queda de um guindaste que matou pelo menos 107 pessoas e feriu outras 238 no interior da Grande Mesquita da cidade de Meca, o governo da Arábia Saudita informou neste sábado que o acidente foi consequência dos fortes temporais e ventanias que têm atingido a região nas últimas semanas.

A preocupação, agora, é garantir a segurança de outros milhares de fiéis que devem desembarcar na cidade nos próximos dias. De acordo com a agência de notícias saudita SPA, cerca de 800 mil peregrinos muçulmanos já tinham chegado ao país, até a última sexta-feira, para a celebração do Hajj, que começa no fim deste mês.

Foto feita há um mês mostra a área da Caaba%2C na Grande Mesquita de Meca%2C cercada de guindastesReuters

O governo também anunciou neste sábado que cerca de 17 mil profissionais e 3.500 veículos estão mobilizados para evitar novos acidentes, além de 25 hospitais que já estão de prontidão nas cidades de Meca e Medina. A Grande Mesquista de Meca está em obras desde 2011. Além de reformas em infraestrutura, o projeto prevê aumentar a área total para 400 mil metros quadrados, o que seria suficiente para acomodar até 2,2 milhões de pessoas.

A cidade de Meca, berço do profeta Maomé, é considerada o local mais sagrado do Islã, sendo visitada por 13 milhões de muçulmanos a cada ano. É no complexo da Grande Mesquita que se encontra a Caaba, uma construção em forma de cubo com 15,24 metros de altura, cercada por muros de 10,67 metros e 12,19 metros de altura. A Caaba está permanentemente coberta por uma manta escura com bordados dourados que é regularmente substituída. A construção atual é datada do século VII, substituindo a mais antiga, destruída no cerco de Meca em 683.

Durante a celebração do Hajj, os peregrinos circundam sete vezes a Caaba, sendo em direção a ela que os muçulmanos de todo o mundo rezam, cinco vezes por dia, todos os dias.


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