Corpos dos mexicanos mortos por engano no Egito são repatriados

Forças de segurança do país faziam operação contra o Estado Islâmico e confundiram turistas com terroristas

Por clarissa.sardenberg

México - Os corpos dos oito mexicanos mortos em um ataque das forças de segurança egípcias no deserto ocidental do Egito, no último dia 13, foram repatriados nesta terça-feira ao México, informou à Agência Efe um responsável do aeroporto internacional do Cairo.

Ahmed Hamza, assistente do diretor-geral do departamento de carga do aeroporto, explicou que os corpos foram levados ao aeroporto nesta segunda-feira e que nesta terça de manhã foram embarcados em um avião. O voo, que fará escala em Amsterdã antes de se dirigir ao México, saiu depois do fim das autópsias dos corpos e dos trâmites para a repatriação.

Familiar de um dos oito mexicanos mortos por engano em operação contra terrorismo no EgitoReuters

A chanceler mexicana, Claudia Ruiz Massieu, revelou nesta segunda que esperava na próxima quarta-feira a chegada ao México dos restos dos oito turistas. No ataque, perpetrado por erro pelas forças de segurança egípcias, que confundiram os turistas com terroristas do Estado Islâmico, morreram também quatro egípcios e outros seis mexicanos ficaram feridos.

Os feridos de nacionalidade mexicana deixaram o Egito na quinta-feira no avião presidencial e em companhia da chanceler. Massieu pediu durante sua visita ao Egito uma investigação "transparente, exaustiva e rápida" do incidente, conforme o direito egípcio, mas também o internacional.

Nesta segunda-feira, a chanceler anunciou que o México enviará uma equipe de advogados da Secretaria de Relações Exteriores ao Egito para acompanhar as investigações do ataque. Sobre a possibilidade de uma investigação internacional neste caso, indicou em entrevista à rede "Televisa" que esta opção não está descartada, mas que "por enquanto" vão esgotar a via interna. Além do esclarecimento dos fatos e levar perante a justiça os responsáveis, o México pediu uma reparação integral do dano às vítimas.

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