O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, abriu grande polêmica ontem, ao lembrar o Holocausto e afirmar que um ex-líder muçulmano de Jerusalém convenceu Adolf Hitler a exterminar os judeus. A afirmação foi feita em discurso para o Congresso Sionista na noite de terça-feira. Netanyahu se referiu a uma série de ataques feitos por muçulmanos contra judeus na Palestina durante a década de 1920 que, segundo ele, foram instigados pelo então mufti de Jerusalém, Haj Amin al-Husseini. Ontem, o primeiro-ministro ainda tentou se desculpar mas o estrago já estava feito.
No discurso, Netanyahu disse que o encontro entre Husseini e Hitler em Berlim em 1941foi fundamental para a decisão do líder nazista de lançar uma campanha para aniquilar os judeus.
“Hitler não queria exterminar os judeus na época, ele queria expulsar os judeus”, disse Netanyahu no discurso. “E Haj Amin al-Husseini foi até Hitler e disse: “Se você expulsá-los, todos vão vir para cá.”
Rapidamente, Netanyahu foi alvo de saraivada de críticas nas redes sociais, tanto de políticos israelenses quanto por autoridades palestinas. “É um dia triste na história em que o líder do governo israelense odeia tanto seu vizinho que está disposto a absolver o criminoso de guerra mais notório na história, Adolf Hitler, do assassinato de seis milhões de judeus”, afirmou Saeb Erekat, o secretário-geral da Organização de Libertação da Palestina.