Por clarissa.sardenberg

Síria - O Estado Islâmico (EI) planeja utilizar em seus atentados em países europeus terroristas estrangeiros para dificultar sua identificação, dando por certo que os serviços secretos não compartilham muitas de suas informações sobre os terroristas que já identificaram. Estas são as conclusões de um relatório dos serviços de inteligência franceses reveladas nesta segunda-feira pelo "France Info", que fala de uma nova estratégia de "ataques oblíquos".

Estima-se que na Síria e no Iraque haja 500 franceses ou residentes que se juntaram ao EIReprodução Internet

O princípio dessa estratégia seria, por exemplo, enviar jihadistas franceses para cometer atentados na Alemanha ou na Espanha e em paralelo utilizar terroristas alemães ou espanhóis para atuar na França. Esta seria uma maneira de tentar escapar da vigilância e da inteligência do país que pretendem atacar, partindo da constatação de que os países não compartilham todas as informações sobre os indivíduos que têm fichados.

Essa falta de coordenação - sempre segundo o "France Info" - ficou em evidência na ação protagonizada pelo terrorista do Thalys, Ayoub El Khazzani, que em 21 de agosto tentou cometer um massacre em um trem que ia de Amsterdã a Paris, e em que embarcou na estação de Bruxelas.

Khazzani, de nacionalidade marroquina, tinha vivido na Espanha, onde estava fichado pelos serviços secretos por seu perfil fundamentalista. Depois seu perfil também foi localizado em França, Alemanha e Bélgica, mas de acordo com os vazamentos da emissora francesa, houve uma má comunicação entre os países.

Estima-se que na Síria e no Iraque haja 500 franceses ou residentes que se integraram ao EI. Mais de 130 já morreram em combate. Além disso, há mais de 1.700 franceses vinculados a movimentos jihadistas.

Você pode gostar