Nessa conversa, a banda falou pela primeira vez da dramática experiência de seu último show, transformado em um massacre quando jihadistas armados de Kalashikovs e explosivos abriram fogo contra os 1.500 presentes no Bataclan.
"À princípio pensei que era o sistema de som que estava falhando. Mas muito rápido me dei conta que não era isso e em seguida entendi o que passava. Então, Jesse correu em direção a mim e ficamos em um canto do palco. Não sabíamos se estavam atirando em nós ou não", relatou o guitarrista Eden Galindo.
Bastidores da tragédia
Os integrantes da banda conseguiram escapar por uma das saídas laterais, mas no atentado morreram o diretor de merchandising da turnê europeia do grupo, Nick Alexander, e três funcionários da Universal Music France.
"Nick protegeu um de seus amigos. Ficou quieto e não pediu ajuda até que sangrou até morrer, porque não queria que ninguém mais fosse ferido", contou o fundador do "Eagles of Death Metal", Josh Homme, que não sai em turnê com o grupo e recebeu, incrédulo, as primeiras mensagens de pânico dos companheiros nessa fatídica noite.
O vocalista da banda afirmou que a explicação porque tantas pessoas morreram é que muitos não quiseram abandonar seus amigos feridos. Inclusive, tentaram protegê-los com suas próprias vidas. "As pessoas estavam se fazendo de mortas. Estavam assustadas. Uma grande razão pela qual tanta gente morreu é porque muitos não deixaram seus amigos. Se colocaram na frente dos outros", disse.