Por felipe.martins, felipe.martins
Rio - Com a oposição à chamada Revolução Bolivariana (iniciada em 1999 pelo falecido presidente Hugo Chávez) como favorita, a Venezuela foi neste domingo às urnas eleger os 167 parlamentares da Assembleia Nacional. As pesquisas apontam o avanço da oposição — reunida na aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD) — e a derrota do Grande Polo Patriótico (GPP), do atual presidente Nicolás Maduro, devido ao descontentamento derivado da crise econômica com uma alta taxa de inflação, recessão e escassez de bens básicos. Caso vença, a oposição vai controlar o parlamento pela primeira vez em 16 anos.
Os centros de votação abriram ontem às 6h. Cerca de 19%2C5 milhões de venezuelanos foram convocados às urnasEfe

Os colégios eleitorais do país abriram no início da manhã de ontem para que os quase 19,5 milhões de cidadãos convocados às urnas pudessem votar no pleito. Os centros de votação abriram às 6h (hora local; 8h30 de Brasília) e fecharam às 18h (20h30 de Brasília). Já nas primeiras horas da manhã, eleitores formavam filas na capital, Caracas. No Twitter, Maduro convocou os eleitores a votarem com a hashtag #LosDe ChavezAVotar (Os de Chavez a votar). O líder da oposição, Henrique Carpriles, também usou o Twitter para convocar os venezuelanos.

O direito ao voto foi facilitado pelo chamado ‘Plano República’ da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), que é ativado às vésperas de qualquer eleição na Venezuela. Cerca de 163 mil soldados, além de outros 25 mil da reserva, foram mobilizados. Durante a campanha, Luis Manuel Díaz, secretário-geral do partido oposicionista Ação Democrática no Estado Guárico, foi assassinado durante um comício.
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A mulher do presidente Nicolás Maduro, Cilia Flores, candidata à deputada nas eleições legislativas, afirmou ontem que o governo aceitará os resultados das urnas. “Eu ratifico o que disseram o presidente Maduro e o chefe do comando de campanha do Grande Polo Patriótico (GPP, a coalizão governista), Jorge Rodríguez. Nós vamos aceitar e acatar os resultados anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE)”, afirmou.