Por gabriela.mattos
Iraque - Ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos em apoio às tropas curdas para impedir uma grande ofensiva do Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque provocaram a morte de pelo menos 180 membros do grupo terrorista, informou nesta sexta-feira o Pentágono.
Mais de 300 combatentes fortemente armados do EI lançaram três ataques coordenados contra posições dos "peshmergas" curdos ao norte de Mossul, cidade iraquiana controlada pelos extremistas. "Foi o mais duro golpe que o EI realizaram desde o verão, e os 'peshmergas' os derrotaram", afirmou o coronel Steve Warren, porta-voz da missão dos EUA contra o EI no Iraque, em entrevista coletiva realizada em Bagdá. Em comunicado, o brigadeiro-general Mark Odom, principal comandante militar americano na cidade de
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Erbil, também no norte do Iraque, disse que 180 integrantes do EI morreram durante os bombardeios de aviões da coalizão liderada pelos EUA. "Essas são as pessoas que podemos dizer que nós matamos. E sei que os 'peshmergas' mataram um número significativo também", disse Odom, ao acrescentar que as baixas totais entre os extremistas podem chegar a 350.
Os bombardeios da coalizão ocorreram ao longo de 17 horas. Participaram da ação, entre outros, aviões de combate dos EUA, França, Reino Unido e Canadá, explicou o brigadeiro-general. O EI tomou o controle de Mossul em junho de 2014 e, pouco depois, anunciou a instalação de um califado em amplas regiões controladas pelo grupo no próprio Iraque e na vizinha Síria.
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Os ataques da coalizão ocorreram depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, ter afirmado na última segunda-feira que os líderes do EI não poderão se esconder, já que são os principais alvos da campanha militar contra o grupo. Obama disse que a estratégia "continua avançando com um grande sentido de urgência", apesar de admitir que o combate aos jihadistas seguirá "sendo difícil".
Segundo ele, a coalizão internacional de 65 países liderada pelos americanos está "batendo mais forte do que nunca" nos jihadistas. "Os líderes do EI não podem se esconder e nossa mensagem para eles é simples: vocês são os próximos", disse o presidente.
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Após os atentados do dia 13 de novembro em Paris, que provocaram a morte de 130 pessoas, e o massacre do dia 2 de dezembro em San Bernardino (Califórnia), que matou 14 pessoas e teria sido realizado por supostos seguidores do EI, Obama se manteve firme na defesa de sua estratégia contra os jihadistas. Em pronunciamento à nação pouco depois do ataque na Califórnia, o presidente americano reiterou seu plano de bombardeios aéreos, o envio de forças especiais à região do conflito e o treinamento às tropas locais que lutam contra o grupo extremista.