Por bianca.lobianco
Arábia Saudita - O governo da Arábia Saudita executou 47 pessoas condenadas por terrorismo, entre elas o clérigo xiita Nimr Baqir al-Nimr, de 56 anos, considerado um líder no movimento de contestação contra o regime saudita. Assinado pelo Ministério do Interior do país, um comunicado disse que os executados tinham sido condenados por terem adotado a ideologia radical “takfiri”, juntando-se a “organizações terroristas” e implementando várias “parcerias criminosas”.
A lista também inclui sunitas condenados por envolvimento em ataques reivindicados pela Al-Qaeda em 2003 e 2004 e que mataram sauditas e estrangeiros.
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O grupo xiita libanês Hezbollah divulgou um comunicado dizendo que a execução em massa foi um assassinato. Já o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hossein Ansari Jaber, afirmou que a Arábia Saudita vai pagar um preço elevado pela execução do clérigo Nimr Bager al-Nimr.
Manifestantes foram às ruas do Irã protestar contra execução de Nimr Baqir al-Nimr na Arábia SauditaEfe

“O governo saudita apoia, por um lado, os movimentos terroristas e extremistas e, ao mesmo tempo, utiliza a linguagem da repressão e da pena de morte contra os seus opositores internos (…) ele vai pagar um preço elevado por estas políticas”, disse Ansari Jaber, citado pela agência de notícias iraniana Irna.

À noite, a Arábia Saudita convocou o embaixador iraniano em Riad para explicar declarações hostis do Irã sobre as execuções.
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O religioso xiita Nimr Bager al-Nimr, crítico do regime saudita, foi condenado à morte em 2014 por rebelião, desobediência ao soberano e porte de armas. Ele liderou protestos da população xiita em 2011 e 2012 no leste da Arábia Saudita, onde são maioritários, num país em que predomina o islamismo sunita, praticado por 85% dos 30 milhões de habitantes.
Estas foram as primeiras execuções de 2016 na Arábia Saudita, um país ultraconservador que executou 153 pessoas em 2015, de acordo com uma contagem realizada pela agência France Presse com base em números oficiais. Logo após o anúncio da execução dos envolvidos com terrorismo, grupos de manifestantestomaram as ruas de várias cidades do Oriente Médio.