Arábia Saudita sofrerá 'vingança divina', diz líder supremo do Irã
Sauditas cortam relações com Irã após execução de clérigo
Por tabata.uchoa
Manifestantes foram às ruas do Irã protestar contra execução de Nimr Baqir al-Nimr na Arábia SauditaEfe
Arábia Saudita - O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, condenou a execução do líder religioso xiita Nimr al-Nimr, ocorrida este sabado. Khamenei afirmou que os sauditas sofrerão "uma vingança divina" pelo ato.
"Sem dúvidas, o ilegítimo derramamento de sangue deste mártir inocente terá um efeito rápido, e uma vingança divina se abaterá sobre os políticos sauditas", disse Ali Khamenei neste sábado sobre a morte de Nimr al-Nimr.
O religioso era opositor declarado da família real saudita e havia sido preso em 2012, após uma série de protestos da minoria xiita no Bahrein. A manifestação no país vizinho foi contida em uma ação conjunta das autoridades sauditas e barenitas e foi considerada extremamente violenta pelas entidades de defesa dos direitos humanos.
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Al-Nimr era acusado de motim, desobediência ao rei e porte de armas e foi executado ao lado de 46 terroristas que pertenciam, em sua maioria, ao grupo Al Qaeda. O xiita sempre reconheceu sua posição opositora ao governo, mas negava ter incitado a violência nos protestos ou portar uma arma.
Após a execução, centenas de muçulmanos xiitas foram às ruas protestar pela morte de al-Nimr na Arábia Saudita, no Bahrein, no Iêmen, no Irã e no Líbano.
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Um grupo de pessoas chegou a invadir a embaixada saudita em Teerã e destruiu o local. O governo iraniano informou que deteve 40 pessoas que teriam invadido o centro diplomático. O consulado saudita em Mashaad, no norte do Irã, também foi invadido por pessoas que protestavam contra a morte do líder.
Arábia Saudita corta relações com Irã após execução de clérigo xiita
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A Arábia Saudita anunciou neste domingo o corte de relações diplomáticas com o Irã, na sequência da tensão gerada pela execução do clérigo xiita Nimr Baqer al-Nimr.
O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Adel al-Jubeir, como reação ao ataque da embaixada de Riade em Teerão por manifestantes que protestavam contra a morte de Al-Nimr, um dos 47 executados na Arábia Saudita no sábado.
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Adel al-Jubeir anunciou também que todos os diplomatas iranianos presentes na Arábia Saudita terão de abandonar o reino sunita no prazo de 48 horas.