O exército de Burkina Fasso finalizou neste sábado a operação no hotel Splendid, na capital Ouagadogou, com a libertação de todos os reféns que permaneciam no interior do estabelecimento depois do grupo terrorista se entrincheirar à noite no edifício, relataram fontes de segurança.
Forças de segurança mataram quatro combatentes da al Qaeda ao retomar um hotel de luxo e cercar prédios que haviam sido atacados pelos islamistas na sexta-feira, disse uma autoridade da polícia do país.
O quarto combatente foi morto no Hotel Yibi, que não fica longe do Hotel Splendid, estabelecimento frequentado por estrangeiros que as autoridades disseram ter sido o alvo do ataque.
Indignação ao redor do mundo
O presidente da França, François Hollande, condenou ontem o ataque ao hotel em Ouagadogou, capital de Burkina Faso. Em comunicado divulgado pelo Eliseu, sede da presidência francesa, Hollande manifestou seu apoio à população e ao presidente de Burkina Faso, Christian Kabore, e lembrou que as forças francesas colaboram com as do país. A União Africana (UA) também condenou ontem o “covarde” ataque.
Em comunicado, a presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini Zuma, ressaltou a necessidade de melhorar os esforços africanos e internacionais para fazer frente “à crescente ameaça do terrorismo e do extremismo na África”.
O governo brasileiro também emitiu comunicado condenando veementemente o ataque jihadista em Burkina Faso.