Por paulo.gomes
Brasília - Elas têm menos de cinco anos, moram em países em desenvolvimento e já sofrem com a balança. Alerta divulgado ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que a obesidade infantil atingiu níveis alarmantes em todo o mundo, e se tornou um pesadelo particular para as crianças de nações do Terceiro Mundo, como o Brasil.
Segundo a pesquisa, 41 milhões de crianças com até 5 anos de idade sofrem de obesidade ou estão com sobrepeso em 100 países. Em 1990, esse total era de 31 milhões, segundo a OMS.
Obesidade infantil está na mira da Organização Mundial da SaúdeReprodução

De acordo com os autores do documento, se o problema não for imediatamente encarado como uma questão de saúde pública, “a epidemia de obesidade poderá reverter muitos dos benefícios para a saúde que contribuíram para o aumento da longevidade observado no mundo”, apontam os pesquisadores.

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Para os especialistas, é essencial que as famílias compreendam que culpa da obesidade não é das crianças. “Essa é a nossa mensagem principal. Que a culpa não é das crianças”, disse à imprensa o copresidente da comissão redatora do texto, Peter Gluckman.
Para elaborar o relatório, os pesquisadores da OMS estudaram durante dois anos crianças de 100 países. “A obesidade infantil é uma armadilha explosiva nos países em desenvolvimento”, resumiu Gluckman.
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Números preocupantes
Ao comparar dados dos anos 90 com os números do século XXI, os pesquisadores identificaram um aumento de 32% no percentual de crianças obesas entre 1990 e 2014.
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Como recomendação, a Comissão criada para acabar com a obesidade infantil quer que os governos implementem programas que promovam o consumo de alimentos saudáveis e, ao mesmo tempo, criem projetos de reeducação alimentar focados na conscientização das famílias.
Uma das propostas feitas pela OMS foi a criação de impostos sobre bebidas feitas com muito açúcar, como os refrigerantes e, a proibição do marketing de alimentos pouco nutritivos e saturados de gordura trans.