Dia Mundial Sem Carro: Pesquisa aponta que cariocas preferem atividades a pé

Estudo foi realizado também em São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Curitiba e Belo Horizonte

Por O Dia

Rio - Nada de preguiça. Apesar do nosso trânsito caótico de cada dia, pesquisa de mobilidade urbana divulgada às vésperas do Dia Mundial Sem Carro, celebrado depois de amanhã, acendeu o sinal verde para o Rio. Entre mil entrevistados em seis capitais, a Cidade Maravilhosa foi considerada exemplo de metrópole compacta. Aqui, 58% afirmaram que se deslocam a pé para atividades do dia a dia em geral, incluindo trabalho, lazer, ir à ginástica e fazer compras, entre outras.

A jornalista Cristiana diz que adora ‘bater perna’ pelas ruas do MéierEstefan Radovicz / Agência O Dia

Na média nacional, menos da metade dos entrevistados informou ter o mesmo hábito (43%). O estudo, da seguradora Liberty Seguros em parceria com o Instituto Teor Marketing, foi realizado também em São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Curitiba e Belo Horizonte.

“O Rio demonstrou que está buscando o caminho da sustentabilidade. As pessoas acreditam bastante que, se a população quiser viver num lugar mais sustentável, tem que fazer a sua parte e buscar alternativas”, avalia José Mello, superintendente de Marketing e Inovação da Liberty Seguros.

Para Mello, o Rio apresentou características de “cidade compacta” porque a maioria dos entrevistados tem a possibilidade de realizar os afazeres perto de casa e dá prioridade a isso. “A busca por fazer compras no comércio do bairro é bem interessante (56% dos entrevistados contaram que vão fazer compras a pé). Mostra a valorização ao pequeno empreendedor, que olha no olho, diferente de ir a uma grande rede onde não há proximidade com as pessoas”, analisa.

Moradora do Méier, a jornalista Cristiana Veronez, de 25 anos, “bate perna” para quase tudo: vai ao médico, ao supermercado, à farmácia, faz exames. “Gosto de fazer passeios a pé. É gostoso dar bom dia para as pessoas, fazer amizade com os comerciantes locais e sentir que faço parte do bairro. A Safira, minha vira-lata, já virou xodó de muita gente. Ela conquistou todo mundo com sua heterocromia (tem um olho azul e um castanho)”, conta.

Apesar de andar a pé ter maior relevância, o carro foi o segundo preferido (23%) para atividades corriqueiras, acima do ônibus (12%), trem e metrô (2%). O restante se divide entre bicicleta, moto e outros meios de locomoção. Foram ouvidos na pesquisa 250 cariocas em maio.

Mais ciclovias para diminuir carros nas ruas

As obras da Linha 4 do metrô, que vai ligar Ipanema à Barra, darão uma forcinha a mais para tirar carros das ruas. Elas incluem mais de dois quilômetros de novas ciclovias e bicicletários para 596 “magrelas”. A previsão é que tudo esteja pronto até o ano que vem.

Em São Conrado, serão implantados 300 metros de ciclovia entre a Avenida Niemeyer e a Estrada da Gávea. O Jardim Oceânico vai ganhar cerca de 800 metros na Avenida Armando Lombardi, entre a ponte de veículos que deixam o Itanhangá e o edifício Barra Life.

A pedido da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Linha 4 também está construindo 1,2 Km da ciclovia que ligará o Pontal às Vargens, no Recreio. A obra foi iniciada em agosto e integrará o Corredor Verde da cidade, levando os ciclistas até a região dos Jogos Olímpico. Ao todo, serão 5,4 Km desde a Estrada do Pontal, próximo à ponte do canal do Rio Morto, até a Estrada dos Bandeirantes.

Segundo o subsecretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Moraes, mais de 15% das pedaladas na cidade são feitas na região das Vargens, atrás apenas da Zona Oeste (55%).

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