Guilherme Mamede: Redes sociais e mobilidade no Brasil da classe média

As notícias são excelentes para quem acompanha o futuro do marketing digital no Brasil

Por bferreira

Rio - As notícias são excelentes para quem acompanha o futuro do marketing digital no Brasil. Tudo indica que os brasileiros continuarão aderindo ao uso das redes sociais e dos dispositivos móveis. Isso quer dizer que não faltarão oportunidades para que anunciantes façam chegar seus produtos aos olhos do consumidor. Em 2017, teremos cerca de 110 milhões de usuários de serviços como Facebook e Twitter, entre outros, o que representa 89,2% dos internautas. Mas o número de pessoas com acesso à internet deve duplicar, segundo o eMarketer e, assim, as redes poderão crescer ainda mais.

A adesão a redes sociais é apenas uma das faces do fenômeno de inclusão digital que o país experimenta, impulsionado pelo surgimento de uma nova classe média. E parte considerável dela está estreando na internet não por meios tradicionais, mas, sim, de celulares populares e planos de dados pré-pagos. Dos cerca de 84% dos brasileiros, um quarto já usa a internet — principalmente para navegar nas redes sociais, contribuindo para o aumento de 158% no tempo gasto pelos brasileiros nessas redes entre o fim de 2010 e o fim de 2012.

Tudo isso é promissor para o chamado ‘social commerce’, que é a venda de produtos e serviços por meio de redes sociais. A eCRM123 apurou recentemente que 77% dos usuários brasileiros são simpáticos à ideia. Mas a eMarketer alerta que é preciso sofisticação para transformar uma multidão de ‘seguidores’ e ‘fãs’ em engajamento real. Os dados sugerem que as marcas devem preferir pautar seu relacionamento com os internautas por meio da prestação de assistência aos consumidores em vez de criar brincadeiras. Acredite, a maioria não gosta. O desafio é encontrar maneiras mais eficientes de atender o público on-line.

Engenheiro e CEO da Melt DSP

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