Editorial: Por um Rio mais limpo

A limpeza de uma cidade, como ocorre em países desenvolvidos, é um dos seus maiores patrimônios

Por nara.boechat

Rio - A limpeza de uma cidade, como ocorre em países desenvolvidos, é um dos seus maiores patrimônios. Há consenso de que o melhor cartão de visita que se pode dar aos turistas é manter praças e calçadas limpas. E essa é uma tarefa de todos, população e poder público. Mas há muito o Rio de Janeiro não vem fazendo esse dever de casa. Tanto que, para manter as suas ruas livres da sujeira, sobretudo as do Centro, a autoridade pública lançou mão de lei que vai começar a multar a partir de amanhã quem for flagrado jogando lixo em logradouros públicos.

Embora necessária, a medida já começa com uma polêmica. A da falta de lixeiras suficientes em ruas do Centro, campeãs de sujeira, como constata reportagem hoje de O DIA. O poder público faz bem em punir quem transgride a nova lei. Mas parece não colaborar ao não atender esse quesito básico, que é oferecer recipientes para acolher os resíduos descartados por transeuntes desleixados.

A falta de educação ao atirar resíduos pelas ruas já rendeu vergonhoso título à cidade: o nono lugar, numa lista de vinte, de mais suja do planeta, segundo pesquisa do site TripAdvisor. E é no mínimo constrangedor a seus moradores e autoridades ver o Rio receber o título de Patrimônio Mundial da Cultura pela Unesco, de um lado, por suas belezas naturais e arquitetônicas, e de outro, assistir à cidade amargar o de campeã de imundície.

Que o rigor da nova lei ajude na conscientização da população para o correto destino do lixo. Mas que o poder público faça a sua parte, ao disponibilizar lixeiras em todos os pontos da cidade. A falta não pode virar desculpa aos sujões. O Rio não merece.

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