Rio - O Brasil já não é mais um país de jovens. A pirâmide demográfica está se invertendo e, com isso, novos desafios se apresentam à sociedade. A longevidade da população vem aumentando, e a prevenção de doenças é fundamental para a qualidade de vida.
Uma síndrome geriátrica cada vez mais frequente é a sarcopenia, que ao pé da letra significa ‘perda de carne’. Com o passar dos anos, os músculos enfraquecem em decorrência da diminuição de fibras musculares e da inervação, que são os estímulos nervosos. A consequência disso é a perda funcional — diminuição da mobilidade — e maior incidência de quedas e fraturas. Esta última gera mais imobilização e, posteriormente, perda muscular em um ciclo de declínio. Para o diagnóstico, cabe avaliação da marcha e força de preensão das mãos, bem como das medidas antropométricas.
O melhor caminho para evitar o efeito cascata desses sintomas na terceira idade é a prevenção. Para isso, é importante a realização de atividade física e boa alimentação. O exercício direcionado de um profissional qualificado é benéfico em todas as faixas etárias. A nutrição fornece o substrato para formação e manutenção dos músculos. É preciso atentar a isso, já que a alimentação balanceada deve ocorrer de três em três horas. Muitos idosos não têm aporte proteico e calórico adequado, devido às múltiplas alterações no aparelho digestivo; assim como muitas vezes não bebem água o suficiente.
Na medicina, não existem fórmulas mágicas ou o ‘espinafre do Popeye’. Para o envelhecimento saudável, é necessário vencer a preguiça, arrumar tempo e praticar exercício. É na terceira idade que o homem vai colher o que plantou na juventude. Ou seja, para chegar lá com saúde, é imprescindível abrir mão do cigarro, moderar o consumo de álcool, cuidar do coração, se expor corretamente ao sol e movimentar o esqueleto.
Geriatra