Por tamyres.matos

Rio - O Estado do Rio de Janeiro sempre foi o tambor político do Brasil e essa vocação pode ser comprovada com a boa notícia que tenho para o povo fluminense: o Rio Grande do Sul inspirando-se nos Cieps (Centros Integrados de Educação Pública), conhecidos carinhosamente pelos cariocas como Brizolões, adotará a Escola de Tempo Integral, não mais como uma ação de governo, mas como uma política de Estado.

Isso significa que, em até 10 anos, pelo menos 50% das matrículas no Estado do RS serão em horário integral. E assim contemplando em dose tripla os ideais e o legado: do governador Leonel de Moura Brizola, do professor Darcy Ribeiro e do arquiteto Oscar Niemeyer, cujos sonhos eram de transformar o Brasil pelo poder da educação.

Graças à formalização, pelo governador gaúcho, Tarso Genro (PT/RS), que assinou projeto de lei prevendo o modelo idêntico criado no Rio pelo meu saudoso avô, Leonel Brizola, esta iniciativa vai assegurar jornada mínima de sete horas, garantindo quatro refeições diárias aos alunos e a implantação dos turnos da manhã e tarde em escolas do Ensino Fundamental.

Esse projeto, de minha autoria, tramitava na Assembleia Legislativa gaúcha desde 2012, e sua viabilização só será possível após a decisão do Congresso de destinar à educação 75% dos royalties do pré-sal, o que nos permitirá cumprir esse compromisso no prazo ajustado.

E quando o assunto é educação ninguém pode deixar de citar o nome de Leonel Brizola, que quando governou o RS, a partir de 1959 (ele foi eleito em 1958), construiu cerca de 6.300 escolas de madeira, a maioria com apenas duas salas de aula, nos rincões do RS, onde o acesso era mais difícil e por essa razão elas foram batizadas pelos gaúchos de Brizoletas.

Tivesse o RJ concluído o projeto educacional dos Brizolões e o e mesmo vale para o RS com as Brizoletas, hoje, teríamos milhares de jovens com boa formação.

Juliana Brizola é deputada estadual (PDT/RS) e líder do PDT na assembleia gaúcha

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