Política gera cada interpretação dos grandes feitos dos governantes mais ousados no fazer, que o tempo passa e acaba tudo indo para o folclore
Por tamyres.matos
Rio - A política gera cada interpretação dos grandes feitos dos governantes mais ousados no fazer, que o tempo passa e acaba tudo indo para o folclore. JK criou a sua ‘meta-síntese’, que foi a construção de Brasília, como forma de ocupar definitivamente nosso Centro-oeste e integrar o Nordeste. Por isso, junto com a nova capital, construiu a Belém-Brasília, estrada que uniu estados do Norte e Nordeste que não tinham ligação por terra com o resto do Brasil. Jânio Quadros, em campanha para suceder a JK, ironizou, afirmando que “esta estrada é para as onças, desnecessária”. E teve muita gente mais ao sul que acreditou no rasgo demagógico de efeito.
Negrão de Lima, quando viu que a Zona Sul do Rio estaria estrangulada pela Avenida Atlântica-Praia de Copacabana, que era muito estreita, e promoveu seu alargamento e das areias de Copacabana, sofreu crítica de seu opositor Carlos Lacerda, que advertiu: “O mar depois virá buscar tudo o que lhe foi tomado.” Quase criando um pânico entre os moradores da orla famosa. Pois bem, passado meio século, está tudo em ordem, com a praia recebendo multidões.
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No Brasil, parece que não se deve fazer grandes obras. A Ponte Presidente Costa e Silva, que liga o Rio à costa do Norte Fluminense, foi acusada de faraônica quando de sua construção. E o Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, mereceu ação popular de políticos que afirmavam que a rodoviária só teria sua ocupação plena em 2020, assim como o Aeroporto de Guarulhos. Brizola foi ridicularizado pelo Sambódromo, referência do maior evento turístico do Rio e depois copiado em outras capitais.
A pujança agrícola de Mato Grosso, Tocantins e oeste baiano, forte presença no agronegócio, continuaria no atraso não fossem os acessos proporcionados pela mudança da capital. JK via longe. Pena que tenha gente que pense tão pequeno e se ocupe de prejudicar projetos importantes para o Brasil.
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Até a realização da Copa do Mundo, que poderia ter sido questionada na época, corre o risco de contar com manifestações grosseiras, que certamente deixará mal o nosso país. Agora deve é ser defendida.