Por bferreira

Rio - O chamado regime militar, que compreende os anos de excepcionalidade entre o fim de 1968 e março de 1979, com a posse de João Figueiredo — que, na verdade, no seu total foram de março de 1964 a março de 1985, com a posse de José Sarney —, proporcionou o maior avanço econômico e social de nossa história. Há fatos inquestionáveis pelos odientos opositores do regime, que insistem na tecla dos acontecimentos ocorridos nos porões da luta armada ou nas atitudes menores da censura, lamentáveis, mas insignificantes perto do que foi feito de positivo.

Cabe lembrar que o Brasil era a 46ª economia do mundo em 1964, e a oitava em 1985, posição que mantemos até hoje. Chegamos a representar pouco mais de 1% do comércio mundial com Médici e voltamos a percentuais inferiores a este. Logo, não adianta crescer, se outros crescem mais.

A reforma administrativa, proporcionada pela genialidade de Roberto Campos, criou o Banco Central, o FGTS e o BNH, que nos deu mais de sete milhões de unidades habitacionais. E, nos governos seguintes, permitiu serem criados órgãos da importância da Embrapa, Embraer e Funrural. Além do formidável plano de obras que marcaram o Brasil. As usinas hidrelétricas — que hoje impedem o apagão — de Itaipu e Tucuruí, a primeira nuclear, tantas outras foram construídas a bom preço e com reservatórios apropriados. Foi implantado o Proálcool, hoje admirado internacionalmente, embora desestimulado no Brasil em função do preço político da gasolina. Chegamos ao ponto, ano passado, de importar álcool e fechar pelo menos 20 usinas no Sudeste.

Nossos aeroportos principais são todos do período revolucionário. Desde o Antonio Carlos Jobim, no Rio, ao Franco Montoro, em Guarulhos, Tancredo Neves, em Confins, e Eduardo Gomes, em Manaus. Nas estradas, então, devemos o asfaltamento da Belém-Brasília, assim como a duplicação da Dutra, a ponte Presidente Costa e Silva, e a Rio-Juiz de Fora já com João Figueiredo. Sem falar nas grandes obras estaduais, como a Ayrton Senna e a Imigrantes de Paulo Maluf, também executor da maior parte das hidrelétricas do Estado de São Paulo.

O apoio de três presidentes militares a Negrão de Lima, eleito pela oposição ao regime, permitiu o grande governo que alargou a Avenida Atlântica, construiu os acessos a Barra, mais de 30 mil casas populares para remover as favelas do entorno da Lagoa e o campus da Universidade do Estado, que hoje leva merecidamente seu nome.

Tantas obras que faltam espaços para alinhar. Só mesmo a paixão ideológica para negar os anos dourados que vivemos, com desenvolvimento, segurança e austeridade.

Aristóteles Drummond é jornalista

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