Editorial: Segurança em busca da credibilidade perdida

Importante destacar que, na mesma proporção em que malfeitos envolvendo policiais promovem desgastes para a tropa, servem também como depurador da instituição

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio- Em um país onde a corrupção empesteia em todos os níveis, preocupa em saber que, na percepção de faixa expressiva da população do Rio de Janeiro, seja ela o principal mal a ser atacado nas fileiras da própria Polícia, como revela pesquisa divulgada hoje pelo DIA. E é a impunidade a maior propulsora da roubalheira no país. Seja pela omissão de órgãos fiscalizadores, seja na frustração do prende e solta entre Polícia e Judiciário, como no caso da Operação Lava Jato e de tantos outros casos em que os corruptos se livram da cadeia.

No caso da polícia do Rio, para corroborar com o sentimento, estão na memória de cariocas e fluminenses recentes episódios envolvendo agentes de segurança com a contravenção do bicho, o tráfico de drogas e com grupos paramilitares. Detidos e investigados, o que se espera é que esses maus policiais sejam punidos exemplarmente. Esse é passo fundamental não só na luta contra os desvios de conduta na corporação como também para o resgate da credibilidade da força.

Importante destacar que, na mesma proporção em que malfeitos envolvendo policiais promovem desgastes para a tropa, servem também como depurador da instituição. Afinal, a Polícia Militar, de extensa folha corrida prestada ao Estado do Rio, é constituída de agentes íntegros, em sua maioria, que todos os dias põem a vida em risco na defesa dos cidadãos.

É essa imagem de uma polícia forte, altiva e cidadã que precisa ser resgatada. Para isso, basta a instituição identificar e mandar à cadeia todos os integrantes da sua banda podre, doa a quem doer. A população e o Rio agradecem.

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