Editorial: A polícia que orgulha o Brasil

Pois quis o destino que fosse aqui no Brasil que a farra da máfia dos ingressos que imperou em países desenvolvidos começasse a ter um fim

Por bferreira

Rio - O rumoroso escândalo de venda de ingressos da Copa do Mundo no Brasil a preços exorbitantes por pessoas e dono de empresa ligada à Fifa não é novidade. O esquema há muito vem sendo denunciado pela imprensa estrangeira, sobretudo a britânica. Mesmo assim, as vendas dos bilhetes a preços abusivos pela quadrilha organizada correram soltas nos países nos quais o torneio foi disputado nos últimos anos, como Alemanha e África do Sul. O que talvez tenha surpreendido a opinião pública internacional foi o fato de os responsáveis pelo cambismo terem sido pegos justamente pela polícia brasileira.

Sim, uma instituição de um país que durante meses foi massacrado por críticas de dirigentes da entidade em diversos setores. Seja por suposta falta de organização, planejamento, seja pela incapacidade de seus governantes de realizar o megaevento esportivo no tal padrão de excelência, o Padrão Fifa. Mas o sucesso da Copa jogou por terra o preconceito elitista.

O Brasil não só provou sua competência com louvor, ao proporcionar ao mundo uma das melhores Copas da História, com estádios lotados, jogos espetaculares, média de gols elevada e, principalmente, boa segurança e bom atendimento garantidos a todos os visitantes, como também demonstrou solidez de suas instituições. Pois quis o destino que fosse aqui no Brasil que a farra da máfia dos ingressos que imperou em países desenvolvidos começasse a ter um fim. E é o que se espera com a prisão dos envolvidos.

Num momento em que tanto se discutem supostos legados que a competição internacional deixará ao país, não resta dúvida de que o papel destacado da polícia fluminense no episódio dos ingressos salta aos olhos e nos enche de esperança. Pois essa é a polícia que orgulha. Essa é a polícia de que a sociedade precisa e quer ver incessantemente no combate, desde os pequenos bandidos nas ruas, aos tubarões engravatados do crime organizado. Doa a quem doer.

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