Por felipe.martins

Rio - O mercado brasileiro de energia solar jamais esteve tão aquecido. Nunca, em tão pouco tempo, presenciamos avanços tão sólidos e visíveis à população em relação à disseminação da tecnologia no país. Esse avanço ocorre em momento oportuno, já que o Brasil, assim como outros países, necessita variar suas matrizes energéticas e vê na energia solar — limpa e renovável — boa oportunidade.

Exemplos bem-sucedidos não faltam. No Estado de São Paulo, o governo estadual isentou do ICMS bens e equipamentos usados na geração de energia por meio de fontes renováveis, como a solar. Assim, o governo paulista pretende atingir 69% de participação de fontes renováveis em sua matriz energética até 2020.

O Nordeste, um dos lugares com maior incidência de sol no planeta, segue no mesmo compasso. O Ceará, por exemplo, possui a primeira usina do Brasil (construída em 2011), em Tauá, com capacidade de gerar 1 MW por ano e previsão de ampliar a potência instalada para até 50 MW.

Após ser pioneiro ao realizar o primeiro leilão de energia solar no Brasil que, na ocasião, viabilizou 122 MW em usinas fotovoltaicas, Pernambuco planeja, para o segundo semestre, o seu segundo pregão. O estado está apenas acertando os últimos detalhes para anunciar a data.

Já em junho, a Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou o Projeto de Lei 317/2013, que, entre outras resoluções, isenta a cobrança do Imposto de Importação na compra de componentes e equipamentos de geração elétrica de fonte solar. A medida, caso aprovada, será bem-vinda especialmente para a população, que terá a oportunidade, por exemplo, de instalar sistema de captação solar em casa sem pagar caro.

Outro ponto que deve ser destacado é a perspectiva no aumento de demanda, tanto na procura quanto na construção de placas fotovoltaicas por todo o país.

Neste segundo semestre, de acordo com o governo federal, o Brasil deverá contar com o seu primeiro leilão federal exclusivo de energia solar. Além de impulsionar o mercado nacional, o leilão deverá acelerar de forma contundente o desenvolvimento de energia solar aqui no país. Mais do que isso, a iniciativa certamente colocará o Brasil como um dos mercados mais atrativos do mundo. A previsão é que sejam contratados cerca de 500 MW, com preços que variam em torno dos R$ 250 por MWh.

É necessário, juntamente com as medidas para multiplicar o serviço de energia solar no país, intensificar ainda mais as discussões sobre novos caminhos deste setor. A Intersolar South America, principal série de feiras no mundo para o segmento de energia solar, que será realizada em São Paulo em agosto, promete intensificar essa discussão no Brasil, por meio de exemplos bem-sucedidos em mercados já avançados em várias partes do mundo.

Mônica Carpenter é Diretora da Aranda Eventos, organizadora da Intersolar South America

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