Editorial: Rio deve aproveitar o impulso hoteleiro

Com ideias simples, é possível ter ocupações razoáveis mesmo fora dos meses de pico, como Réveillon e Carnaval

Por bferreira

Rio - Destino turístico por excelência, o Rio vê crescer sua rede hoteleira. A ampliação, uma demanda do Comitê Olímpico Internacional, fará muito bem à cidade — aliás, existem hoje motivos para comemorar. A dois anos do megaevento, a capital já prevê lotação máxima dos seus leitos. Há empreendimentos ainda no esqueleto cujos quartos já estão reservados, como O DIA mostrou ontem. A estratégia, agora, é pensar em como ocupá-los após 2016.

Toda megalópole precisa ter quartos o suficiente para acomodar o turista de última hora, mesmo se já estiver sediando um evento de grande porte. Nova York, por exemplo, tem como acomodar uma família que chega sem reserva mesmo no fim de semana de sua maratona, na qual se inscrevem 50 mil pessoas, boa parte de fora do país. Assim deve pensar o Rio: lotar é bom, mas ter vagas mesmo na altíssima demanda é ainda melhor.

O Rio perdeu para São Paulo o posto de destino de negócios, pois é na capital paulista que se realizam as mais importantes feiras e congressos. Ter rede hoteleira robusta e com estrutura para encontros ajuda a trazê-los para cá. E pensar em eventos ao longo do ano mantém a cidade em evidência. Com ideias simples, é possível ter ocupações razoáveis mesmo fora dos meses de pico, como Réveillon e Carnaval. É passo importante para desenvolver ainda mais o turismo.

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