Maria Lúcia Horta Jardim: A arte de fazer o bem

No Brasil, o papel do voluntário ganhou força e visibilidade na década de 90, com o importante projeto Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, fundado por Betinho

Por bferreira

Rio - O 28 de agosto, Dia Nacional do Voluntariado, é dedicado a celebrar aqueles que doam horas e conhecimentos em benefício do próximo, sem buscar qualquer recompensa. Segundo a Organização das Nações Unidas, voluntário é a pessoa que dedica parte do seu tempo, sem remuneração, a diversas formas de atividade de bem-estar social ou outros campos. Muito além da definição, ser voluntário é ato de amor, solidariedade e transformação.

No Brasil, o papel do voluntário ganhou força e visibilidade na década de 90, com o importante projeto Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, fundado por Betinho. Desde então, os brasileiros mostraram que têm o dom de fazer o bem. Os grandes eventos são a prova disso. A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) contou com 60 mil voluntários ano passado.

Qualquer pessoa pode ser voluntária. Muitos querem e não sabem como. A caridade está inclusive nos mais simples atos. No Hospital Estadual da Criança, em Vila Valqueire, por exemplo, grupos de voluntários visitam toda semana os pequenos pacientes para ler livros, e, em troca, recebem sorrisos. O Hemorio também conta com a boa vontade dos doadores para alcançar a meta de 400 bolsas de sangue por dia. São inúmeras as instituições e projetos em que a ajuda daqueles que se solidarizam faz a diferença. O Estado deve incentivar o trabalho voluntário e mostrar o caminho para quem quer fazer parte disso. Sozinho, ninguém vence a guerra.

O poder de transformação da solidariedade é imensurável. E o mais importante é que o resultado vem tanto para quem faz quanto para quem recebe. Aqueles que ajudam se sentem úteis, motivados e valorizados. A troca é enriquecedora. Tive a experiência de ser voluntária na JMJ no ano passado. Encarei o desafio com o objetivo de ter contato e ajudar nesse trabalho. Foi muito gratificante. Conheci pessoas e realidades diferentes, aprendi novas tarefas e vi que, com isso, ganhei mais do que doei.

Maria Lúcia Horta Jardim é presidenta de honra do Riosolidário

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