Por bferreira

Rio - Em que pese o componente meteorológico na grave crise hídrica no Estado de São Paulo, falta água nos lares paulistas porque não se atentou para a questão nem se fizeram obras estratégicas para minimizar a seca. E isso são ações que se esperavam dos governos — portanto, nesse ponto, críticas são justas. Mas parece que, no entendimento de alguns, tais queixas deveriam ser vetadas.

É muito fácil bater no oponente e proibi-lo de fazer o mesmo, independentemente de justiças. Uma campanha eleitoral, como discutido durante a semana neste espaço, é o momento ideal para revisar erros e acertos de administrações e para questionar e aprimorar programas de governo, e a falta d’água é pauta obrigatória.

No entanto, o cipoal em que se transformou este segundo turno, sendo necessária intervenção do TSE, mostrou que os presidenciáveis estavam mais preocupados em desqualificar pela ofensa que suplantar pelas propostas. Daí terem sobrado artimanhas como esse “uso político” da crise da água. É um problema que prejudica São Paulo — e que pode afetar todo o Brasil ano que vem. Não pode, portanto, passar em branco nesse debate.

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