Nelson Bornier: Gol de placa de Pezão

São grandes demandas a ser atendidas para oferecer qualidade de vida e cidadania para todos

Por bferreira

Rio - Reeleito governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão está investindo pesado em todos os setores na Região Metropolitana, que abrange cerca de 13 milhões de habitantes e 21 municípios. Mas são grandes os desafios a ser enfrentados: mobilidade urbana, segurança, saúde, transporte público, saneamento básico, meio ambiente, entre outros, exigem ações integradas com o governo federal e as prefeituras. São grandes demandas a ser atendidas para oferecer qualidade de vida e cidadania para todos.

Conheci, como secretário de Desenvolvimento da Baixada no governo Marcello Alencar, a realidade da população desta região. Nos anos 90, conseguimos tirar do papel o sonho da Via Light. Não imagino mais como seria Nova Iguaçu sem a Via Light e só em pensar na quantidade de carros produzidos nas duas últimas décadas, sei o quanto foi fundamental a realização deste projeto. A ajuda de técnicos estaduais viabilizou o então projeto.

Portanto, é do meu dever, agora como prefeito de Nova Iguaçu, pela terceira vez, aplaudir a decisão, já tornada pública pelo governador Pezão, de se criar um órgão voltado exclusivamente para o enfrentamento dos desafios da Região Metropolitana do Rio.

Prefeitos, secretários e vereadores da Baixada sabem da importância de um órgão que estimule a criação de novos projetos e que pense a região como um todo quando da definição de recursos para o enfrentamento dos nossos problemas. E mais: as prefeituras hoje têm escassez de mão de obra qualificada no setor de planejamento.

Na década de 70, o Estado do Rio tinha um órgão que cuidava de vários projetos: era a Fundação para o Desenvolvimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (Fundrem), criada pelo então governador da fusão Faria Lima. Foi na antiga Fundrem que nasceram soluções que mais tarde deram origem à Linha Vermelha, à Linha Verde e a diversas ligações viárias no Grande Rio. Foi lá que nasceram todas as vias expressas, por exemplo.

Devemos pensar a Região Metropolitana do Rio de Janeiro com estratégia de planejamento e ações integradas entre estado, prefeituras e órgãos federais para buscarmos soluções em conjunto. O futuro órgão estadual, além de elaborar projetos, daria suporte aos prefeitos da região na sua execução. Não se resolve o problema de infraestrutura de uma cidade da nossa região isoladamente. As ações que beneficiam uma cidade devem ser, sempre que possível, ampliadas para todas.

Este órgão, que poderá ser uma Secretaria de Estado ou uma Fundação, será o ponto de partida para acelerar o crescimento organizado das cidades da Região Metropolitana. Aqui, destaco a importância que este órgão terá, por exemplo, na extensão da Via Light até à Avenida Brasil, obra que aproximará ainda mais a Baixada da capital do nosso estado.

O governador Pezão irá trabalhar os próximos quatro anos para que o Rio de Janeiro esteja sempre na vanguarda. O primeiro passo está sendo dado. Afinal, o desenvolvimento não pode parar.

Nelson Bornier é prefeito de Nova Iguaçu

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