Por felipe.martins, felipe.martins
Rio - Segundo Celso Antunes, o gosto pela leitura não é um atributo genético. Precisa ser ensinado e produzido entre os seres humanos. Vivenciamos atualmente diversos desafios, transformações sociais, culturais, econômicas e tecnológicas, estas inseridas no contexto social para as novas gerações e tornando necessário às escolas apresentarem propostas curriculares e algumas produções didáticas. Importante considerar todo esse contexto de complexidade, valorizando práticas educativas da história do cotidiano, da história local, costumes, lendas, tradições, memórias e vivências no cotidiano escolar.
É desafiador, porque exige maior sensibilidade e perspectivas das escolas para refletirem mais sobre o patrimônio cultural de sua cidade, estabelecendo assim, relações com o sentido que a comunidade atribui a tais bens. É necessário ressaltar que a cultura se traduz em experiências escolares, nesse contexto de troca de experiências, vivências e saberes, enfatizando a história do cotidiano e local, costumes, lendas, tradições e memórias, que implicam relações culturais, que constroem e desconstroem, resgatando as raízes culturais.
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Nessa perspectiva, entende-se que o aluno de posse desse saber, poderá vir a ter condições de contribuir para a construção de uma sociedade menos excludente, assumindo um papel político. De acordo com Moacir Gadotti (1998), “todo saber traz consigo sua própria superação”. Daí a prática metodológica, que insere educação e cultura e necessita de uma base conceitual que respalde e sustente tais metodologias.
Isso inclui problematizar a identidade regional/histórica dos alunos, o que eles desejam conservar e transformar em sua história, pensar e transformar. Enfim, exercer sua plena cidadania, ao discernir limites e possibilidades em sua atuação e transformação da realidade histórica à qual pertence. Posicionar-se ativamente nas transformações da sociedade e na construção de um saber pedagógico pautado na qualidade, na construção histórica e cultural vivenciada.
Conhecer para transformar é possibilitar pensar o novo, reinventar o pensar; eternizar vivências, que permitam a formação de cidadãos com novos olhares e percepção do outro e de si mesmo. É valorizar suas raízes, cultura e história!
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Simone Viana é professora e historiadora