Editorial: Ajustar a lei para coibir o crime

Cada vez que um policial é assassinado, a população fica mais vulnerável

Por bferreira

Rio - Será um providencial serviço à sociedade a apreciação no Congresso dos projetos de lei que aperfeiçoam o Código Penal para série de crimes sensíveis — em destaque, o assassinato de policiais. O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, afirmou pretender colocar o assunto na pauta da Casa já na semana que vem.

É desejo antigo das autoridades fluminenses aumentar a pena de quem mata agentes da lei. O secretário Beltrame e o governador Pezão manifestaram várias vezes esta reivindicação, e não sem razão. Nos últimos três anos, mais de 2 mil policiais foram retirados à força das ruas em ações violentas. Em clara afronta ao poder público, o crime organizado põe a cabeça de PMs a prêmio e tira de combate homens e mulheres que têm como dever zelar pela segurança alheia. A maioria é executada fora de serviço, sem a mínima chance de defesa.

Em nenhum país que se julga sério esses matadores, quando pegos pelas autoridades e condenados, recebem penas brandas. Aumentar os rigores da sentença é a primeira medida para acabar com essa sinistra espiral de morte e dor.

Cada vez que um policial é assassinado, a população fica mais vulnerável. Não basta fincar cruzes na areia, fazer passeatas com roupas brancas ou chorar pelos mortos: é preciso aperfeiçoar as leis, como a Câmara felizmente e finalmente sinaliza começar. Mas também é necessário ajudar na outra ponta, priorizando a inteligência e amparando os cidadãos que arriscam a vida pelo bem da sociedade.

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