Sebástian Siseles: Internet contra a pobreza

Cerca de 60% da população do mundo, ou mais de quatro bilhões de pessoas, não tem acesso à internet e infelizmente vive com até 10 dólares por dia

Por O Dia

Rio - Cerca de 60% da população do mundo, ou mais de quatro bilhões de pessoas, não tem acesso à internet e infelizmente vive com até 10 dólares por dia. A maioria dos países em desenvolvimento terá que melhorar radicalmente sua taxa de conectividade para dar uma vida mais sustentável e melhor para seus habitantes. E isso tem efeito de longo prazo no PIB.

O que essas pessoas vão fazer quando tiverem internet? O primeiro passo será encontrar a maneira de fazer dinheiro. É aí que os mercados on-line entram em ação, e plataformas para comprar e vender produtos e serviços se convertem no melhor caminho para sair da pobreza.

A transformação para o bem do mundo em desenvolvimento será a proliferação da internet a baixo custo. Tendo conexão, não importa onde a pessoa viva e sua origem socioeconômica, é possível ter acesso à educação. Além disso, a internet é a ferramenta mais democrática que existe, em que todos, em condições iguais, podem fazer a compra e venda de produtos e serviços — entendendo por serviços suas habilidades e conhecimentos — a qualquer pessoa em qualquer lugar e a um só clique de distância. Em países emergentes, em que existe grande habilidade, conhecimento e capacidade de adaptação, somando internet a baixo custo com plataformas de trabalho on-line pode-se melhorar o status econômico da população.

Trabalhando com freelancers do mundo inteiro, vemos cada vez mais pessoas aderindo a desenvolvimento de software, redação, banco de dados, design até engenharia, ciências, marketing digital, contabilidade e serviços legais. Nunca antes foi tão fácil encontrar um trabalho e aumentar a capacidade das empresas. Freelancers em países como Índia, Paquistão, Bangladesh, Argentina, Brasil, Colômbia e México têm se beneficiado por conseguir ganhar mais de US$ 10 por hora. Com mais pessoas tendo acesso à internet nos próximos anos, vamos ter um mundo mais inteligente e mais conectado, onde todos tenham oportunidade de ganhar um salário mais digno.

Sebástian Siseles é diretor do Freelancer para a Am. Latina

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