Rio - Agentes das vigilâncias sanitárias e dos Procons do estado e do município têm feito trabalho diuturno contra estabelecimentos que desrespeitam o consumidor. Esta semana, flagraram-se irregularidades tanto em restaurantes renomados quanto em pastelarias de esquina. Em comum, desobediências à lei, acondicionamento ou manipulação inadequados e sobretudo produtos impróprios para consumo.
Impressionam a quantidade de problemas encontrados praticamente todos os dias e a gravidade de alguns casos. Destaca-se esta semana a insalubridade das ‘pastelarias chinesas’ acusadas de trabalho escravo e de usar carne de cachorros. Semana passada, O DIA mostrou flagrante de dona de restaurante que catava alimentos jogados no lixo para servi-los à sua clientela, “depois de lavá-los”. Como garantir o mínimo de higiene em lugares assim?
Ao menos as autoridades acompanham detidamente esses estabelecimentos e diversificam o foco das ações, quase diárias. Autuam-se e se multam infratores, e todas as operações são amplamente divulgadas. A repercussão negativa dos pontos reprovados já caracteriza pesada punição — mas não seria exagero pensar em aplicar sanções ainda mais pesadas, como multas mais elevadas, para acabar de vez com esses crimes contra a saúde pública.