Por bferreira

Rio - Educação expressa dignidade nacional, realização de direitos humanos, liberdade e igualdade, condições imprescindíveis às conquistas pessoais e profissionais, à construção global do Homem, sua razão, consciência e valores. A Educação é prioridade no Brasil?

As políticas da Coroa para o Brasil-colônia só exploravam riquezas. Filhos dos grandes senhores formavam-se na Metrópole. Ao chegar, a Família Real deu Educação formal para a elite, com instituições de Ensino Superior no Rio e na Bahia. Em 1827, o imperador determinou que todos os lugarejos, vilas e cidades tivessem escolas de primeiras letras. Por três séculos, a Educação fundamental privilegiara a catequese.

Em 1930 foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública, que em 1953 passou a Educação e Cultura, em 1992 a Educação e Desporto e em 1995 a Ministério da Educação. Sob esta crise de identidade, sempre atrelada a outra área carente de políticas públicas, a Educação foi prioridade?

Em 1971 a LDB tornou obrigatório o ensino para crianças de 7 a 14 anos, sem garantir investimentos nas escolas nem qualificação e remuneração digna aos docentes. A essência da Educação permanecia secundária.

O quadro é preocupante. Em muitos lugarejos, vilas e cidades não há escolas com exigências do século 21. A formação de docentes encolhe e não tem a qualidade imprescindível. Universidades, em 2015 com menos matrículas totais que em 2014, têm que recompor perdas de formação na Educação Básica e preparar profissionais para um mundo sob inovações e alta tecnologia. A pátria não é educadora.

Desenvolvimento é direito humano inalienável, valor supremo da nação, objetivo fundamental da República para a construção de sociedade livre, justa e solidária. Desenvolvimento humano impõe Educação de qualidade.

No passado o Brasil era o país do futuro, sempre acenando para uma Educação de inclusão e desenvolvimento. Poucos estavam na escola e aprendiam. Hoje, planos fantásticos e metas nunca realizadas, a maioria está na escola, mas não aprende o que a nação precisa para sua inserção no primeiro mundo. No futuro, continuaremos a culpar o passado? Panta rei.

Ruy Chaves é diretor da Estácio e da Academia do Concurso

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