Aristóteles Drummond: Fim dos planos de saúde

Parece claro que as esquerdas não sossegarão enquanto não acabarem com a saúde e o ensino privado no Brasil

Por bferreira

Rio - Parece claro que as esquerdas não sossegarão enquanto não acabarem com a saúde e o ensino privado no Brasil. Não importa os males para a população, em ambos os casos catastróficos.

Essa tentativa de cobrar de quem tem plano o atendimento no SUS é de quem não acredita nas leis de mercado, na liberdade de escolha do cidadão. Direito ao SUS todos têm, pois o sistema, muito bem bolado e mal administrado, é universal. E mais: há famílias que têm optado por dois planos, uma vez que o patronal pode ser perdido. É a liberdade e o pluralismo de opções que o capitalismo oferece, pois é o regime econômico das democracias. Este cerco tem provocado, entre os mais esclarecidos, uma corrida a planos estrangeiros. Como sempre, quem pode não sofre as consequências dos desastres provocados pela perversa ideologia de fazer do combate à livre iniciativa uma bandeira, que só prejudica os menos favorecidos.

No que toca ao ensino já são muitas as restrições que colocam em risco o setor responsável, no nível universitário, por 80% das vagas. A proteção aos alunos inadimplentes tem levado muitas instituições à insolvência. O legislador ou o governo pode e deve proteger o cidadão sem recursos, mas dando bolsas na rede privada e não impondo ao empreendedor fornecer o serviço e não receber. Tem sido assim e com lamentável cobertura de alguns magistrados. Esta meta das esquerdas está na pauta da socialista Michele Bachelet, presidenta do Chile, que tenta fechar as escolas privadas em país tão arrumado. A chamada ‘sogra do ano’, pois favoreceu a nora em ganhar dez milhões de dólares com financiamento de banco oficial, enfrenta forte oposição, uma vez que o Chile tem sólida e expressiva parte de sua população que sabe que o progresso e a ordem vieram pelas mãos de governos liberais. As universidades americanas e europeias — pagas, é claro — agradecem.

Calcula-se que mais de 40 milhões de brasileiros estariam sob a proteção dos diferentes planos. Até o poder público, como é o caso da Prefeitura do Rio, ajuda o funcionário a ter um plano privado. Cobrar dos planos o que é dever do Estado para todos os cidadãos será encarecer mais as mensalidades, expulsando por esta via milhões de famílias. Na educação nem se fala, apesar dos salários pagos nas universidades públicas estarem entre os mais elevados do país. É muito preocupante. A conta será salgada, como está sendo a da energia, que “ia ficar 20% mais barata”, e deu no que deu.

Aristóteles Drummond é jornalista

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