Por felipe.martins

Rio - Concluiu-se no Congresso a votação da pretensa Reforma Política, cujas mudanças, na prática, pouco alteram o modo de se fazer eleição no país. Se o tempo de campanha foi bastante reduzido, o que não deixa de ser boa notícia, as controversas doações por empresas a candidatos foram mantidas — duro golpe na esperança por relações mais sadias no poder.

Chama a atenção o modo peculiar com que esse canal foi mantido. O Senado fez o que pôde para dar mais lisura ao processo. A Câmara, porém, em mais um arroubo corporativista e dando as costas à sociedade, derrubou sem cerimônia a proibição.

Intriga ainda ‘coincidência conivente’ no Supremo. Há meses trancando a votação que apreciava a constitucionalidade dessas doações, o ministro Gilmar Mendes liberou seu pedido de vista um dia após a PEC ter sido aprovada na Câmara.

E o Brasil segue com ‘doações’ que muitas vezes se confundem com empréstimos, pagos de volta com o que há de pior na política.

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