Por felipe.martins

Rio - Tardiamente e timidamente, o presidente Barack Obama manifestou esta semana a intenção de abrigar dez mil refugiados sírios. Dias antes, Dilma Rousseff fez o mesmo, mas sem detalhar restrições ou condições — como muitos países europeus colocaram. As posturas merecem análise detida, sobretudo com o que se passa no país de Obama.

Sabe-se que os EUA, influente membro do ‘Ocidente’, fomentou os conflitos que desembocaram no caos humanitário sírio e no perigo do Estado Islâmico — como este espaço expôs há uma semana. A Europa ensaiou fechar as portas para as vítimas do tumulto que ajudou a causar e agora começa a ceder — assim como Obama.

Mas a questão do ‘outro’ em território americano é mais delicada. O país tem largo histórico de racismo; parte dos republicanos, cotados para suceder Obama, espalha discurso de ódio que não tolera nem mexicanos.

A causa dos refugiados é global, e só uma acolhida sem senões é capaz de salvá-los plenamente.


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