Por felipe.martins

Rio - A Prefeitura do Rio tem tocado seu projeto de ampla reforma e modernização da cidade com determinação e coragem. Enfrenta a falta de visão dos que reclamam das obras, como se fosse possível conjunto de tal monta ser executado sem custo no conforto dos moradores.


No entanto, falta alguma coisa sempre. E pode ser pela via da eliminação total do estacionamento de veículos entre a Praça Paris e a Central do Brasil. Já estamos com uma boa frota de ônibus refrigerados, os azulões, de categoria luxo, metrô e barcas funcionando bem, e os trens em constante melhora. Não tem cabimento facilitar a vida dos que usam e abusam do transporte individual através do estacionamento fácil. Em Nova York, no Upper East Side, nenhuma rua permite estacionamento antes das 20h e depois das 7h. Já Paris é um inferno pela cultura do estacionamento público.


A cidade anda muito barulhenta, com abuso da buzina, e desapareceram as placas nas imediações de hospitais, lembrando o silêncio em respeito aos doentes. A Guarda Municipal tem atuado com visibilidade na orientação do trânsito no Centro e na região portuária. Poderia coibir a buzina nestes pontos e atuar na repressão ao estacionamento irregular. Além de punir, multando e vistoriando, os que atravancam cruzamentos, como na Graça Aranha, Antônio Carlos, Araújo Porto Alegre e Rua da Carioca, pontos negros nos horários de pico. O povo gosta de disciplina e de respeito.


A grande vantagem desse tipo de medida é não demandar gastos, apenas vontade política e uso da autoridade. O que não falta na personalidade de nosso prefeito. A temporada de verão está aí, o câmbio favorável deve encher a cidade de turistas. Apressar uma solução para a população de rua é outra questão importante. Uma cidade acolhedora, civilizada, não pode ter calçadas tomadas por moradores, menores delinquentes, consumo público de entorpecentes e outras transgressões. E muito menos transmitir indiferença com essa condição de seres humanos que merecem acolhida, e não a omissão.


A campanha eleitoral parece que foi colocada na rua, e, infelizmente, na faixa da baixaria, com a invasão da vida familiar de candidatos, requentados maldosamente. Democracia não é assim, é respeito. E homem público deve reunir qualidades para ser um bom gestor, e não de um bom genro.


Aristóteles Drummond é jornalista


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