Rio - Em três anos, abrir um negócio ‘de baixo risco’ exigirá oito dias de papelada, um terço do tempo gasto hoje, promete o governo do estado. A ‘desburocratização’, como O DIA mostrou terça-feira, ajudaria salões de cabeleireiro, butiques de roupas e papelarias, que ficariam livres de via-crúcis em um sem-número de estabelecimentos. Medida a aplaudir.
A racionalização de quaisquer processos, contudo, esbarra na kafkiana desordem do estado. Nesta quarta-feira, O DIA noticiou que o Corpo de Bombeiros perdera os documentos que teriam liberado o uso de GLP na pizzaria que foi pelos ares na segunda-feira. Perde-se toda a credibilidade no papel do estado de regulador e protetor.
Culpa da pantagruélica burocracia estatal, que dividiu responsabilidades — mas poucas vezes pôde de fato fiscalizá-las — e muito impôs a quem quis abrir um negócio. Espera-se que o estado, nessa simplificação, atente para as falhas, elimine as pontas soltas e ajude o microempreendedor, em vez de atrapalhar e de pôr a população em risco.