Por bferreira

Rio - O Congresso voltou a causar polêmica ao aprovar terça-feira, via comissão especial da Câmara, alterações de monta no Estatuto do Desarmamento. Prevaleceu o equivocado discurso do ‘justicismo’ e da Lei de Talião, em que se defende o ‘olho por olho’. Na prática, o colegiado reduziu a idade mínima para porte de arma e o estendeu a pessoas que respondem a processo criminal.

As justificativas não podiam ter sido mais infelizes. A ‘bancada da bala’ centrou os argumentos em termos perigosos como “limpeza” e “faxina”, achando normal pessoas matarem bandidos. E seus membros não tiveram a menor cerimônia de decretar a falência dos estados no combate ao crime, ressaltando a necessidade de “cidadãos de bem” se defenderem com as próprias mãos.

Impossível ser ‘de bem’ com armas livres — e aí há que se ressalvar o mercado negro, o desvio e a incompetência das autoridades em conter essa derrama. Mas o movimento que se desenha em Brasília é pavoroso. O país não pode dar esse passo atrás.

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