O alerta da microcefalia tem acordado as pessoas, mas as campanhas de educação não podem cessar
Por bferreira
Rio - Inicialmente tida como virose de baixo poder ofensivo, a zika virou inimiga número um da saúde pública com as ocorrências de microcefalia e Guillain-Barré, reacendendo o pavor em torno do Aedes aegypti. Observa-se paranoia vista somente nas cepas críticas da dengue, quando se contavam as vítimas aos milhares.
Não é de hoje que se combate o resiliente mosquito, e a população sabe como fazê-lo. O problema é que o senso de coletividade, imprescindível nessa cruzada, falha. Não basta seguir a cartilha dos dez minutos semanais se há imóvel abandonado do lado ou se o vizinho da frente é negligente. Basta uma exceção para que a comunidade se contamine.
Publicidade
O alerta da microcefalia tem acordado as pessoas, mas as campanhas de educação não podem cessar. Seria interessante agilizar ainda mais os trâmites para cuidar de criadouros em imóveis abandonados, dada a rapidez com que o vírus se dissemina, e pensar em punições severas para quem se recusa a colaborar. De outro modo, será luta difícil de vencer.