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Editorial: Clareza para o rito do impeachment

O ministro Ricardo Lewandowski deixou claro que não há margem para interpretações ou desvios

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - O Supremo Tribunal Federal já havia demonstrado lucidez e responsabilidade ao corrigir os rumos do rito de impeachment, derrubando a estratégia açodada e oportunista de Eduardo Cunha e sua claque. O presidente da Câmara dos Deputados, impávido em sua cruzada, arquitetou encontro com o presidente da Corte. Para evitar desentendimentos ou maquinações, Ricardo Lewandowski tornou o encontro público, talvez frustrando os planos de Cunha.

O ministro deixou claro que não há margem para interpretações ou desvios. Sobra, portanto, entrar com embargos de declaração, o que postergaria decisões, mas dificilmente as mudaria.

Depois desse novo capítulo da difícil novela do impeachment, ficam mais nítidos os próximos passos. Antevê-se que serão dentro da lei, como reza a Constituição, e não segundo conveniências e achismos. O julgamento é necessário, mas deve ser justo. Dificilmente se dará um passo nos próximos meses. Tempo para maturar o processo e torná-lo menos incivilizado.

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