Editorial: Os discursos que importam no Oscar

Chris Rock tratou de forma adulta e mordaz a polêmica das ‘cotas’ no Oscar, ressaltando que desde o início a questão não é de representatividade, mas de oportunidades

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Os que torcem o nariz à cerimônia do Oscar, taxando-a de rasteiro projeto promocional da indústria do entretenimento, ao menos devem respeitar o alcance de suas mensagens e sua relevância dentro do contexto. Foi assim na premiação de anteontem, que consagrou ‘Spotlight’ o melhor filme.

De cara, Chris Rock tratou de forma adulta e mordaz a polêmica das ‘cotas’ no Oscar, ressaltando que desde o início a questão não é de representatividade, mas de oportunidades. Bons papéis para bons atores, fugindo de estereótipos e chavões.

Depois, Leonardo DiCaprio fez aplaudido discurso atentando para as mudanças climáticas, detalhando as dificuldades de se encontrar neve, e clamando por um pacto global contra poluidores.

Por fim, a vitória de ‘Spotlight’ consagra o bom jornalismo, tão difícil de construir, mas com resultados inequívocos. Foi um Oscar que buscou maturidade nas igualdades, compromisso com o planeta e engajamento com a verdade e o profissionalismo.

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